Indústria Verde

O que fazer com o medicamento que não usei?

Descarte correto do produto vencido ou sem uso previne a contaminação do meio ambiente

O descarte correto de resíduos sólidos é uma preocupação cada vez maior da indústria e da sociedade. Assim como defensivos agrícolas, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos, os medicamentos foram definidos pelo Governo Federal como passíveis de logística reversa, tendo como base o §1º do artigo 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n. 12.305). Devem, portanto, seguir um sistema de logística reversa e ser descartados corretamente. Isso vale para o produto de uso doméstico vencido ou fora de uso.

O Sistema de Logística Reversa de Medicamentos Domiciliares de Uso Humano, Vencidos ou em Desuso e suas Embalagens (LogMed) foi instituído pelo Decreto Federal nº 10.388/2020.

A regulamentação prevê que o consumidor é responsável pelo descarte correto dos medicamentos e suas embalagens em pontos de coleta disponibilizados por drogarias e farmácias. Os distribuidores são responsáveis por custear essa coleta e pelo transporte até os pontos de armazenamento. Já os fabricantes e importadores são responsáveis pelo transporte dos pontos de armazenamento até o destino final ambientalmente adequado.

Operação – O LogMed é coordenado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) e tem apoio de mais 14 entidades do varejo, atacado e indústria. Desde o início de suas operações, em 2021, 53 toneladas de medicamentos deixaram de ser descartadas no meio ambiente. São 3,6 mil pontos de coleta espalhados pelo Brasil, beneficiando mais de 70 milhões de pessoas. E a previsão é que, até meados de 2023, o sistema deve atender seis mil pontos de coleta.

Devem ser descartados nos pontos de coleta medicamentos domiciliares vencidos e em desuso e suas embalagens. Não é permitido descartar itens como seringas, agulhas e cortantes, como frascos quebrados. Estes devem ser levados a locais específicos para o descarte exclusivo deste tipo de material como, por exemplo, unidades de saúde.

Alerta – Importante frisar que, o descarte incorreto dos medicamentos, principalmente no lixo comum ou na rede de esgoto, pode contaminar o solo e a água. Segundo a diretora do Sindusfarma, Rosana Mastellaro, é importante conscientizar a população sobre esse processo. “Precisamos envolver mais a população. Do mesmo jeito que hoje já não queremos descartar incorretamente o plástico, por exemplo – porque pode causar contaminação – também não podemos descartar incorretamente o medicamento. Isso vai poluir o meio ambiente, contaminar o solo, a água, os animais e isso pode voltar para o ser humano de forma indireta”, enfatizou.

Quer achar um ponto de descarte? Clique aqui para encontrar um dos 3,6 mil pontos de coleta espalhados pelo Brasil.