Indústria Verde

Suzano é pioneira nas Américas e no setor de papel e celulose a emitir títulos sustentáveis

Marco importante, a empresa emitiu o Sustainability-Linked Bond (SLB) no mercado de capitais e atrelou o uso dos recursos financeiros ao atingimento de metas socioambientais

Como importante ator da indústria nacional, a Suzano, líder mundial no mercado de celulose de eucalipto, vem demonstrando protagonismo no enfrentamento à crise climática e na defesa de um mercado regulado de carbono. Às vésperas da COP26, em outubro/novembro de 2021, a companhia anunciou a decisão de antecipar de 2030 para 2025 a meta de remover da atmosfera 40 milhões de toneladas de carbono (CO2). Além disso, estão entre suas metas de longo prazo – conhecidas como “Compromissos para Renovar a Vida” –, conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade no Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia, e de gerar uma energia mais limpa, aumentando em 50% a exportação de energia renovável.

Neste cenário de metas socioambientais de longo prazo, surge o conceito de “títulos verdes”. A expressão se refere a títulos de renda fixa concebidos para captar recursos para projetos que resultem em impactos ambientais positivos. O mercado financeiro nacional conta com vários instrumentos que podem ser classificados como verdes – entre eles as debêntures. As debêntures (títulos de dívidas, ou espécie de empréstimo para as empresas que as emitem) verdes estão entre os principais instrumentos desse mercado.

Foi nesse cenário, que a Suzano, em 2020, expandiu e fortaleceu sua atuação no universo das finanças sustentáveis. A companhia emitiu um Sustainability-Linked Bond (SLB) no mercado de capitais, sendo a pioneira nas Américas e no setor de papel e celulose. Seguindo os princípios deste instrumento, a companhia atrelou o uso dos recursos financeiros ao atingimento da meta de redução de 15% da intensidade das emissões de gases de efeito estufa. Nos meses seguintes, foram concluídas outras emissões tendo como referência metas de redução do uso de água na atividade industrial e de maior presença de mulheres em cargos de liderança.

É exemplo de iniciativa alinhada à estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) rumo a uma economia de baixo carbono, baseada em quatro pilares: transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal.

“Está bastante claro que o mundo caminha em direção a um futuro mais sustentável, e obviamente, o mercado de finanças verdes segue o mesmo caminho – e os primeiros títulos sustentáveis que emitimos em nosso setor e nas Américas foram um marco importante para nossa empresa”, diz o diretor-executivo de Finanças, Relações com Investidores e Jurídico da Suzano, Marcelo Bacci.

Segundo o diretor, desde 2020, foram realizadas quatro operações, com uma captação total de US$ 2,75 bilhões. “Hoje, 39% da nossa dívida está atrelada a esses instrumentos ligados à sustentabilidade – e é ela que permeia toda a estratégia da Suzano”, resume.

Agenda de sustentabilidade – De acordo com a Suzano, entre 2020 e 2021, a empresa alcançou o resultado de 8.896.258 ton CO₂ removidos da atmosfera. O volume de remoções resultou do aumento de áreas de florestas plantadas e nativas na base florestal da empresa, bem como da melhoria da produtividade nas plantações de eucalipto.

A empresa oferece também produtos de origem renovável, que podem substituir plásticos e outros derivados de petróleo, com uma meta de disponibilizar 10 milhões de toneladas até 2030.

A empresa – A Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore.

Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de dois bilhões de pessoas a partir de onze fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel.

São 98 anos de história, com capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. Exporta para mais de cem países. Tem sua atuação pautada na inovabilidade – inovação a serviço da sustentabilidade – e nas práticas socioambientais e de governança corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos.