Indústria Verde

Laboratório farmacêutico tem como meta o consumo consciente de recursos

A empresa brasileira Aché investiu R$ 4,4 milhões em ações de sustentabilidade em 2020

Para conservar o meio ambiente e garantir a saúde pública, a indústria farmacêutica vem apostando em soluções para minimizar os impactos da produção de medicamentos. O desenvolvimento sustentável de fármacos colabora não só para melhorar os cuidados médicos, mas também para proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes por meio de diferentes frentes, que vão desde a promoção da saúde à conservação da natureza.

O brasileiro Aché Laboratórios Farmacêuticos, ou simplesmente Aché, busca ativamente alternativas que minimizem ou anulem os impactos e efeitos de suas operações. As iniciativas da empresa, nesse sentido, estão alinhadas à estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) rumo a uma economia brasileira de baixo carbono, baseada em quatro pilares: transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal.

O Aché está há 55 anos no mercado farmacêutico e possui cinco plantas industriais, localizadas em São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Anápolis (GO), Londrina (PR) e Cabo de Santo Agostinho (PE) – além de participação na empresa de Biotecnologia Bionovis, cuja planta está em fase de construção na cidade de Valinhos (SP).

De acordo com Sergio Piza, diretor de Pessoas, Sustentabilidade e Comunicação da empresa, o consumo consciente de recursos, principalmente não renováveis é uma grande preocupação no Aché.

“Nosso propósito de levar mais vida às pessoas está diretamente associado ao de criar mais vida para o planeta e, por isso, exercemos nossas atividades com responsabilidade social e ambiental. Investimos em uma cultura que motiva os colaboradores a buscarem soluções que minimizem ou anulem o impacto de nossa atuação e contribuam com o meio ambiente. Valorizamos ao máximo as inovações que surgem no campo da sustentabilidade, pois só assim podemos ter um desenvolvimento sólido e responsável junto à sociedade e ao meio ambiente”, explica Piza.

Investimentos – Em 2020, o Aché investiu R$ 4,4 milhões em ações de sustentabilidade. Dentre as iniciativas, estão a inserção de tecnologias que possibilitaram 25% de redução no consumo de energia elétrica, 11,2% de redução no consumo total de energia nas plantas de Guarulhos e São Paulo, além de produzir cartuchos e bulas por meio de materiais provenientes de madeira de reflorestamento.

Para a redução do consumo de energia elétrica, a empresa investiu em equipamento de alta performance na Central de Geração de Água Gelada da planta de Guarulhos, que entrou em operação em 2019. Com isso, reduziu em 25% o consumo de energia elétrica para geração de água gelada. Também foi implantado o sistema fotovoltaico para geração de energia solar na fábrica de Pernambuco. O resultado dessas iniciativas, em 2020, foi uma redução de 11,2% no consumo total de energia, em comparação a 2019.

Reduzir o consumo de água também está no radar. Em 2020, o Aché totalizou 0,189 Ml de consumo de água, dos quais 0,09 Ml são provenientes de água de reuso, oriundas dos processos produtivos e água da chuva. A água de reuso é usada em processos de resfriamento do ar-condicionado e jardinagem, por exemplo.

Embalagens – A empresa orienta os consumidores sobre o descarte correto de medicamentos e embalagens por meio das bulas, do site institucional e do Centro de Atendimento ao Consumidor (CAC). Ainda em relação às embalagens, o Aché utiliza tintas e vernizes atóxicos e celulose de áreas de reflorestamento, que não têm contato direto com o produto.

Sempre que possível, a empresa adquire embalagens provenientes do bagaço da cana-de-açúcar. Em 2020, foram adquiridos 262 milhões de cartuchos e 269 milhões de bulas para medicamentos provenientes de madeira de reflorestamento, certificada pelo selo Forest Stewardship Council (FSC). Com relação às caixas para transporte de produtos, 5,6 milhões são provenientes de áreas de reflorestamento certificadas e 697 mil de bagaço de cana-de-açúcar.

“O descarte adequado de medicamentos é uma grande questão na indústria farmacêutica, tanto em relação à saúde pública quanto ao meio ambiente. Ter um compromisso com toda cadeia de embalagens e produtos, desde a fabricação até a destinação dos resíduos, reforça nossa atenção integral com a saúde do solo, da água, do ar e das pessoas. Fazemos um trabalho sério de conscientização dos consumidores sobre o descarte dos medicamentos e, internamente, trabalhamos para que esses produtos sejam produzidos com segurança absoluta. Melhoramos cada vez mais nossos processos para reduzir ou eliminar a utilização de materiais que não sejam provenientes de fontes renováveis”, completa Sergio Piza.

Em 2020, foram 2.211,9 toneladas de resíduos não perigosos, das quais 83,7% foram reciclados. Quanto aos resíduos perigosos, foram 1.099,0 toneladas destinadas corretamente, seja para incineração, recuperação energética, tratamento de efluentes, armazenamento ou reciclagem.